O presidente da Aprece, Joacy Alves Júnior, participou de reportagem publicada nesta terça-feira (9) pelo portal UOL que aborda a alta expressiva nos cachês cobrados por artistas para apresentações em eventos promovidos por prefeituras do Nordeste.
A matéria (confira AQUI na íntegra)destaca que o aumento nos valores tem levado municípios a cancelar ou reduzir as programações de Carnaval e também acende o alerta para os festejos juninos. No Ceará, cidades como Tauá, Caucaia e Jaguaretama já anunciaram o cancelamento das festas, enquanto outros municípios reduziram a duração dos eventos.
Na reportagem, Joacy Júnior chama atenção para reajustes que, em alguns casos, ultrapassam 100% de um ano para o outro.
“Tem banda que era R$ 100 mil em 2025 e agora quer cobrar R$ 200 mil, R$ 300 mil. Há casos de até R$ 800 mil. Não há como pagar”, afirmou o presidente da Aprece ao portal.
Segundo ele, diversos fatores contribuem para esse cenário, entre eles o aumento da quantidade de festas financiadas com recursos públicos, incluindo projetos aprovados nos ministérios do Turismo e da Cultura, e a utilização de emendas parlamentares para custear shows.
Joacy observa ainda que, atualmente, a maioria dos grandes eventos é promovida pelo poder público, o que amplia a demanda por artistas. “Se você tem centenas de cidades procurando as mesmas atrações, a lei da oferta e da procura acaba inflacionando os preços”, pontua.
Impacto nas finanças municipais
O presidente da Aprece reforça que a realidade financeira dos municípios, especialmente os de pequeno e médio porte, não comporta aumentos desproporcionais. Ele lembra que 2026 exige cautela redobrada na gestão fiscal.
“A questão da isenção do Imposto de Renda causou uma queda significativa de arrecadação na fonte. Isso exige responsabilidade ainda maior dos gestores”, destacou.
Para Joacy Júnior, é fundamental buscar equilíbrio entre a valorização da cultura e a sustentabilidade das contas públicas. Ele defende que as associações municipalistas atuem de forma articulada para estabelecer parâmetros mais compatíveis com a realidade econômica dos municípios.
Mobilização regional
A reportagem do UOL também aponta que o debate já mobiliza associações de outros estados nordestinos. Na Bahia e na Paraíba, prefeitos se reuniram com órgãos de controle para discutir critérios e limites de gastos com contratações artísticas.
No entendimento do presidente da Aprece, o diálogo integrado entre os estados é essencial para evitar uma escalada inflacionária nos cachês e garantir transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.
A Aprece segue acompanhando o tema e dialogando com gestores municipais e entidades parceiras, reforçando seu compromisso com a defesa do municipalismo responsável e da boa gestão dos recursos públicos no Ceará.
