Municípios devem ficar atentos às alterações na metodologia de cofinanciamento da Atenção Primária

SAÚDE
01 de julho de 2026

Ministério da Saúde alterou as notas metodológicas do componente de qualidade da metodologia de cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde (APS). As mudanças abrangem os indicadores C1 a C7, aplicáveis às equipes de Saúde da Família (eSF) e às equipes de Atenção Primária (eAP), e impactam diretamente o registro dos procedimentos e das ações realizadas no âmbito da APS.

Entre as principais alterações, destacam-se a inclusão de novos Códigos Brasileiros de Ocupação (CBO), como o CBO 2251-25 (médico clínico), para o cálculo de determinados indicadores, a inclusão do nutricionista para fins de registro simultâneo de peso e altura, altura, inserção de códigos SIGTAP para o registro dos procedimentos relacionados ao cuidado na gestação e no puerpério no âmbito da APS, além de outros ajustes metodológicos.

As medidas foram adotadas após a prorrogação do período de implementação da metodologia de cofinanciamento federal adotada na Portaria GM/MS 10.994/2026, de 14 de maio. A decisão representa importante avanço decorrente da atuação do movimento municipalista nacional em defesa da sustentabilidade do financiamento da APS.

Os gestores e profissionais da Atenção Primária à Saúde devem conhecer as alterações e adequar os processos de registro das informações no prontuário eletrônico. O correto preenchimento dos dados é fundamental para o cálculo dos indicadores do componente de qualidade e para evitar impactos negativos no repasse dos recursos federais.

 

Com informações da Agência CNM de Notícias